domingo, 18 de fevereiro de 2018

"Gravidez não é doença"

Pois claro que não é. Gravidez é uma coisa boa, um "estado de graça". Já a doença é uma coisa má, um estado que ninguém quer.
Mas isto não quer dizer que a gravidez não nos traga limitações e nos impeça de fazer algumas coisas.
É verdade minha gente... Estar grávida é maravilhoso! Mas às vezes dói. Dói as costas, dói a barriga, dói as pernas, causa falta de ar, azia, enjoos e vómitos.
Chega o terceiro trimestre e precisamos de ajuda para calçar, para levantar, às vezes até para tomar banho (principalmente para lavar os pés) e para vestir algumas coisas.


Quando se está de repouso absoluto, que é o meu caso, precisamos de ajuda para tudo! Para levantar, sentar, deitar, higienizar, calçar e vestir. Alguém tem que nos preparar as refeições e trazer à cama / sofá. Estou a ficar uma dondoca! 😌 Agora a sério, torna-se frustrante não poder fazer nada e estar sempre dependente dos outros 😞 Se quero um copo de água tenho que pedir ao marido, se preciso de mais uma almofada tenho que pedir ao marido, se preciso do que quer que seja tenho que pedir ao marido! Coitado, é uma seca para ele. Quanto à casa, a minha mãe vem cá dar uma limpeza de vez em quando e tratar das roupas. Mas mesmo assim não está no seu melhor estado... paciência.


Felizmente não é o meu caso, mas para quem fica com diabetes gestacional ou hipertensão não pode comer certas coisas e tem que seguir uma alimentação cuidada.

Portanto, sim! Gravidez dói e traz limitações. Mas sabem que mais? Posso dizer que é muito bom ter estas limitações e estas dores/indisposições por algo tão bom! De cada vez que sinto aquela azia forte e horrível penso "não é nada de mau. São os meus pequeninos que me estão a empurrar o estômago 😍 Malandros!". De cada vez que tento mudar de posição e sinto uma dor nas costas e na barriga penso "estes dois devem estar a ficar uns gorduchinhos". E é assim... Dores e indisposições por bons motivos.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Susto

E que grande susto!
Domingo, dia 11, deixei de sentir os bebés. Senti pequenos e leves movimentos por volta das 14 horas e nunca mais os senti. Abanei a barriga, fiz festas, massagei, pus música alta e nada. Simplesmente não reagiam a estímulo nenhum. Como devem imaginar comecei a fazer um filme de terror! Por volta das 20 horas liguei para o número das enfermeiras parteiras do hospital onde sou acompanhada, que está disponível 24 horas por dia. Contei o que estava a acontecer e aconselharam-me a ir à urgência. Mas como estava apenas de 32 semanas alertaram para o facto de, caso os bebés tivessem que nascer não poderiam nascer lá que é privado, onde só fazem partos a partir das 34 semanas. E por isso teriam que reencaminhar-nos para o hospital público. Obviamente que seria muito bem recebida lá mas teria que estar preparada para isso, ou então dirigirmo-nos já a um hospital público.

Acabamos por ir à urgência do hospital público da nossa área de residência, do qual não tenho boas recordações. Ía assustada, sem saber que raio de notícias iria receber.
Fui atendida rápido e quando expliquei o que me levou ali, puseram-me logo a fazer CTG - cardiotocografia - para avaliar os batimentos cardíacos dos bebés. Assim que me puseram aquelas coisas na barriga só se ouvia ruídos estranhos. A enfermeira de serviço que pouco ou nada falava, a não ser para suspirar de impaciência e resmungar entredentes sobre o trabalho que tinha, lá mexeu até que apanhou os batimentos.
"Há batimentos cardíacos??" - perguntei ansiosamente. Estão vivos!
"Batimentos há... O resto é outra história." - respondeu num tom seco e pouco esclarecedor. Quê?? Que significa esta resposta? 😰

Fiquei ali deitada cerca de 30 minutos, numa marquesa dura, muito desconfortável, de barriga para cima, sem o apoio de uma almofada. Não sei se estão a imaginar... Mas estar de barriga para cima com uma barriga gigante, sem qualquer apoio é tipo... uma tortura! Sentia que o peso da barriga me estava a esmagar os órgãos. Era difícil respirar, estava a ficar sem ar e sentia uma pressão estranha na cabeça de quem estava com pouco oxigénio. Ainda me queixei mas não me adiantou nada.
"Oh querida tem que aguentar!", respondeu a enfermeira.
Entretanto chegaram os médicos que estavam de serviço, muito simpáticos e salvaram-me. Disseram-me Boa Noite e tudo, vejam lá! Perguntaram como estava e se já tinha sentido os bebés. Respondi que não. Levaram-me então para outra sala para fazer ecografia.
Lá estavam os meus pequeninos sentadinhos no monitor, com os coraçõezinhos a bater normalmente mas nada de movimentos.
Mandaram-me novamente para o CTG mas desta vez iam também administrar um soro glicosado para ver se os estimulávamos. Lá voltei para a marquesa da tortura mais 30 minutos. Nada de movimentos 😞 Nem o soro glicosado os fez mexer.
Vieram novamente os médicos e levaram-me para fazer outra eco. Eram três caras sérias com testa franzida a olhar para o monitor. De vez em quando murmuravam entre si.
"Bom, mamã é o seguinte: Os batimentos cardíacos estão bem mas realmente eles estão demasiado quietinhos. E não os queremos assim. Queremos vê-los ativos! Sugerimos que fique cá internada e que fique no bloco de partos, na sala de expectantes, onde será monitorizada 24 horas sob 24 horas, para ver o que acontece. Há partida está tudo bem mas temos que ser prudentes e vigiar. Caso verifiquemos que algo não corre como o esperado, poderemos ter que intervir mais cedo.", explicou o Dr. de cabelo selvagem. Ou seja, iria ficar internada para vigiar os batimentos cardíacos e outros sinais vitais. À mínima alteração destes parâmetros, faríamos cesariana de urgência.

Tentamos preparar tudo antecipadamente para o caso destas coisas aconteceram. Mas é inevitável criarmos alguma expectativa sobre o grande dia. E digo-vos, não há como estarmos preparadas para isto. Apesar de saber há muito que esta possibilidade existia, não estava preparada para um parto tão prematuro, nem para ter os bebés naquele hospital, nem sei lá mais o quê. Muitas de vocês devem estar a pensar “Minha cara, estás à espera do quê?? Bem-vinda à realidade! Isto é mesmo assim!”
Sim, eu sei que estas coisas são assim, que muita coisa pode acontecer e não há como controlar. Mas sim, fiquei assustada com tudo. Primeiro, com a possibilidade de os bebés terem perdido a vitalidade. Depois, com a possibilidade de não estarem bem e nascerem com algum problema, seja por estarem em sofrimento ou por terem que nascer muito cedo (com 32 semanas ainda são considerados grandes prematuros).

Mandaram-me então despir numa salinha e vestir aquelas batinhas do hospital e a seguir fui para a tal sala/quarto para estar ligada ao CTG durante toda a noite. Até que não fiquei nada desconfortável. Assim que apanharam os batimentos cardíacos de ambos, deixaram-me ficar virada de lado para estar mais confortável e até me arranjaram uma almofada extra para apoiar as costas.

Enquanto isso, o marido foi a casa buscar as malas. Pedi-lhe para acrescentar algumas coisas que neste hospital pedem, que no outro não pedem, como por exemplo, toalhas para mim e para os bebés, produtos de higiene para eles, etc. Pedi-lhe para ter calma e para não stressar. Expliquei direitinho onde estavam as coisas e como fazer. Mas sabem como são os homens... Felizmente a minha mãe foi dar uma ajudinha ^_^

Tentei descansar e dormir um bocadinho mas foi difícil. Estava a imaginar o que se poderia passar a seguir... Fazer uma cesariana de urgência, ver os meus bebés muito pequeninos e frágeis cheios de fios e tubos numa encubadora...
As horas foram passando. De vez em quando vinham mudar aqueles aparelhinhos de sítio e diziam que estava tudo bem.
Por volta das 8h da manhã, algumas enfermeiras vieram despedir-se e desejar boa sorte. Toda a equipa foi muito simpática e atenciosa.
Pouco depois de ter iniciado o novo turno, trouxeram-me o pequeno-almoço e disseram que me iam passar para a enfermaria. Foram excelentes notícias! Com a fome que eu tinha, aquele simples café com leite e aquelas bolachinhas pareceram o melhor pequeno-almoço da minha vida! Soube tão bem que até os meus bebés se mexeram :D pouquinho mas mexeram! O pequeno-almoço também significava que já tinham excluído a hipótese de uma cesariana de urgência.

Também por volta das 9h o marido ligou à Dra. F. para lhe contar o que aconteceu. Ela tranquilizou-nos e explicou que era normal isto acontecer após as injeções de corticoides (a tal betametazona para a maturação pulmonar) e que Domingo era precisamente o pior dia. Que a partir de agora, aos poucos eles iriam voltar a arrebitar. Pediu para termos calma e acrescentou que acreditava mesmo que seria ela a fazer-nos o parto.

Já na enfermaria, 3 médicas fizeram-me nova eco. Lá estavam os meus pequeninos sentadinhos na barriga da mãe, viradinhos um para o outro. E mexiam os bracinhos 😍
Explicaram-me, tal como a Dra. F, que aquela diminuição acentuada de movimentos podia ser explicada pelas injeções de corticoides que pelos vistos os deixa muito relaxados mas que agora iam começar a arrebitar. Tudo o resto estava muito bem. Batimentos cardíacos, fluxo do cordão umbilical, líquido amniótico tudo ok. Assim sendo, deram-me alta. Nem queria acreditar! Que alívio tão grande!

Como tivemos alta por volta das 14 horas, ainda fomos a tempo da ecografia que tínhamos marcada com a Dra. D. Foi a nossa quarta ecografia. Normalmente são 3 mas no caso de gravidez gemelar faz-se mais.
Mais uma vez tudo ok 😃 O colo do útero estava com 22mm e continua bem fechadinho, o que é um bom sinal.

Agora, no conforto da minha casa, voltei a respirar de alívio. Os meus bebés já se vão mexendo :)
Felizmente não passou de um grande susto e estamos bem :)


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

E por falar em riscos...

Estamos de repouso absoluto!
Pois é... Estava tudo a correr tão bem e de repente a coisa deu meia volta.

Hoje tivemos consulta. Os bebés parecem estar bem. Continuam sentadinhos com as cabecinhas juntas. Ele pesa 1,725 kg e ela pesa 1,800 kg. A Dra. F. diz que estão com ótimo peso. O problema foi mesmo o colo do útero... 21mm 😞 Na consulta anterior, há duas semanas, estava com 33mm! A Dra assustou-se um bocado com a rapidez com que o cenário mudou.
Depois de me observar, disse para me arranjar e aguardar um bocadinho. Saiu do gabinete e voltou uns 10 minutos depois com uns papéis na mão.
"Vamos fazer 2 injeções de betametasona por prevenção. No caso de nascerem nos próximos dias, as injeções podem fazer toda a diferença.", disse a Dra.
Betaquantas??
Betametasona é um corticoide usado para acelerar a maturação pulmunar do feto quando há risco de parto prematuro antes das 34 semanas. Este fármaco é administrado através de injeção intramuscular (no rabo!), cada uma com intervalo de tempo de 24 horas. O efeito pretendido dá-se 48h depois e pode fazer toda a diferença! Pode salvar a vida do bebé prematuro!

"Vamos também administrar uma cápsula de progeffik de manhã e outra à noite. E... Não mexe! Nada de tarefas domésticas, nada de nada! Só cama e sofá!"

Foi um choque. Não estava nada à espera disto. Ainda tinha tanto para fazer... Tinha planos para aproveitar as últimas semanas da vida a dois. Um programa especial de São Valentim que já estava reservado e pago, um fim-de-semana a dois num Hotel Spa e a sessão fotográfica de grávida que eu tanto queria 😞
Mas agora o importante é focar-me em manter os meus bebés aqui no quentinho o máximo possível. E quanto a isso farei tudo o que estiver ao meu alcance!
Saí do gabinete ainda com o cérebro às voltas e fui à enfermeira para a primeira injeção de betametacoiso. Amanhã à mesma hora lá estaremos para a segunda dose.

Fiquei triste... Mas pior que isso, fiquei assustada! De repente a minha mente foi assombrada por cenários menos bons e histórias tristes. Sei que com 32 semanas (completamos amanhã) as hipóteses de sobrevivência são boas - cerca de 90 a 95% - mas ainda assim existem riscos moderados associados ao desenvolvimento mental. E ser confrontada com isto não é fácil.

No caminho de regresso a casa, tentei em silêncio organizar as ideias. Pensei nos pormenores que faltavam acertar e combinei tudo com o marido. Conto com a ajuda dele e da minha mãe.
De resto, é respeitar o repouso e tomar a medicação direitinha.

E é isto. O choque já passou. Não vale a pena fazer dramas. Vamos lá tentar atingir a meta das 34 semanas! 💪

Sintomas:
- Azia
- Dor lombar
- Dor nas ancas
- Dor nas virilhas e fundo da barriga
- Contrações de Braxton Hicks (muitas)

P.S. Apercebi-me que afinal não é Metabetazona como tinha escrito mas sim Betametasona 😁 Já corrigi o erro 😳

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Riscos de uma gravidez de gémeos

Desde que decidi engravidar, nunca tive o sonho de engravidar de gémeos, ou melhor, nem sequer pensava muito nisso porque afinal de contas o normal é engravidar só de um. Mas claro que quando se faz tratamentos de PMA sabemos que existe essa possibilidade e sempre que pude transferi 2 embriões, não com objetivo de ter gémeos mas com o objetivo de aumentar as hipóteses de sucesso do tratamento. Se me assustava a ideia de poderem ficar os dois? Não vou mentir. Sim, assustava um bocadinho. Não pelos motivos da maioria das pessoas (ter trabalho e despesa a dobrar) mas sim pelos riscos de uma gravidez gemelar. Não quero parecer dramática mas a verdade é que os casos que conhecia de gravidez gemelar eram um bocadinho assustadores. Gravidezes de alto risco, repouso absoluto, internamento prolongado, partos muito prematuros e... morte de um ou de ambos os bebés.
Ora, tendo eu uma endometriose das grandes e tendo já sofrido fisica e psicologicamente para engravidar, tudo o que eu desejava era uma gravidez tranquila com bebés saudáveis. Depois de tudo o que passei, não queria nada ter internamentos, nem correr para as urgências, nem ficar fechada em casa, isolada do mundo. Queria sim, desfrutar deste estado de graça e sair muito para exibir a minha barriga com orgulho!
A verdade é que a partir do momento em que transferi 2 embriões, queria que os dois ficassem comigo. São meus e quero os dois! E assim foi.
Entretanto, aprendi que isso de gravidez de risco e histórias menos boas, pode acontecer em qualquer gravidez. Uma gravidez normal também pode não correr bem, necessitar de repouso e/ou internamento e também pode acabar em parto prematuro e outros problemas. Por outro lado, uma gravidez de gémeos, apesar de ser mais delicada, pode perfeitamente correr dentro da normalidade e até ter bebés de termo com peso normal.

Alguns riscos da gravidez de gémeos:
- maior risco de aborto
- maior probabilidade de diabetes gestacional
- maior tendência para hipertensão arterial
- maior probabilidade de desenvolver pré-eclâmpsia
- maior tendência para desenvolver anemia
- maior risco de parto prematuro
- restrição de crescimento de um ou ambos os fetos.

É claro que tudo isto pode acontecer numa gravidez normal.
Quanto a mim, para já, posso considerar-me uma felizarda por estar tudo a correr bem. Nada de diabetes, hipertensão ou anemia. Quanto aos bebés, para já também parecem ótimos e com um peso muito bom e equilibrado. Agora é viver um dia de cada vez, o mais tranquila possível e esperar que tudo continue assim.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

28 semanas

28 semanas e 3 dias.
Isto tem sido uma festa 😃 Agora os meus gordinhos fazem ondulações na barriga, tipo Alien! É a loucura! É aí que me cai a ficha e penso "Nossa! Há pessoas a viver aqui dentro!" 😮
Mas... Isto agora pesa minha gente. Se pesa! Ir ao shopping é um verdadeiro desafio. Ainda assim adoro estar grávida e ter os meus gordinhos bem guardados aqui comigo hehehe... Estou uma vaidosa com a minha barriga ☺️

Bom, fazendo um resumo das últimas semanas... Com 25 semanas e 6 dias fiz as análises do 2 trimestre, incluindo o famoso teste de tolerância à glicose que me andou a atormentar durante uns tempos. Se eu tenho que comer alguma coisa mal acordo para não ficar mal disposta como ia conseguir ir ao laboratório em jejum, beber aquela coisa muito doce e esperar 2 horas até poder comer??
Lá fui eu de manhã bem cedo com o estômago a ralhar comigo. Quando me chamaram para a colheita disseram logo que beber aquele líquido não era fácil mas que não valia vomitar. Caso vomitasse teria que começar tudo do zero. 😒
Deram-me a escolher entre laranja ou limão, natural ou fresco. Fresco de limão foi o que escolhi. O que fiz foi tapar o nariz e beber aquilo o mais rápido possível. Nos minutos seguintes respirei só pela boca para não sentir aquele sabor 😣 E pronto. Sim, foi uma seca estar ali 2 horas de estômago vazio. Mas aguentei-me bem, não fiquei enjoada nem vomitei. Até me diverti porque, talvez devido à glicose, os pequeninos pareciam estar a fazer uma rave na barriga 😂 Estão a ver o alto mar quando está muito agitado, com ondas enormes? Era assim que estava a minha barriga.
O resultado já saiu e está tudo ok 👌 Nada de diabetes nem nada de alarmante.

Entretanto tivemos consulta no dia 4, com 26 semanas e 5 dias.
Colo do útero fechadinho e com 31mm.
Os gorduchos continuavam sentadinhos 😊 A menina com 1,009 kg e o menino com 1,011 kg. Estão a crescer muito bem 😃  Espero que continuem assim 🙏

Já temos a ecografia do 3 trimestre marcada para dia 22. Ansiosa para ver os meus bebézinhos 💖💙

Sintomas:
- Azia
- Dor lombar
- Dor ciática

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Bem-vindo 2018!

Passei muito tempo a desejar que o novo ano fosse o ano! E finalmente este é o ano!
2017 começou mal mas felizmente acabou bem. Foi na segunda metade do ano que tudo mudou e a minha vida ganhou cor. Vou ser mãe (a duplicar!) e ter a família com que sempre sonhei ❤️



Às minhas amigas que continuam a lutar por um sonho que a natureza tão cruelmente lhes tem negado, quero deixar-lhes uma mensagem de esperança.
Sei (vocês sabem que sei muito bem) o quão cruel, injusto e tortuoso pode ser este caminho. Apostar tudo para conseguir aquilo que para os outros é ridiculamente fácil e no fim ficar sem nada, muitas vezes até sem esperança. Todas as poupanças que temos e que não temos, faltas ao trabalho que já nem sabemos como justificar, exames e tratamentos invasivos, medicamentos nada simpáticos que são verdadeiras bombas para o nosso organismo, e já para não falar que aos poucos vamos deixando de conviver socialmente, ou porque temos que repousar ou porque queremos evitar "aquelas" perguntas e "aqueles" comentários ou porque simplesmente estamos zangadas com a vida é só queremos ficar no nosso canto. Muitas vezes nem sequer podemos dizer "Que se lixe! Vamos tirar umas férias e vamos até ali à Tailândia para esquecer isto por uns momentos que bem precisamos!". Não. Quantas vezes senti mesmo que precisava de descontrair e relaxar um pouco mas não dava. O dinheiro fazia falta para mais um tratamento caro, invasivo e com poucas probabilidades de sucesso.
Sim, tudo isto é demasiado injusto e cruel. E andar nisto durante anos, gastar milhares de euros, torturar-nos física e emocionalmente, agravar uma doença que se tem, começa a parecer ridículo. Tive momentos tão tristes, tão angustiantes e tão desesperantes que achei que nunca mais na vida me recompunha.
Tentei muitas vezes aceitar a derrota e seguir com a minha vida em frente mas nunca consegui. E sabem que mais? Ainda bem! Hoje estou de barriga cheia e de coração ainda mais cheio! Estou feliz e tudo o que passei, tudo o que gastei valeu bem a pena!

Insistam o máximo que poderem! Chorem quando precisarem, gritem, desesperem... Mas não desistam! Não vos posso prometer que vai ser fácil mas posso prometer-vos que no fim tudo valerá a pena!

Eu por cá continuo a acompanhar-vos e à espera de poder felicitar-vos.
Um grande beijinho a todas e muita esperança! ❤️

sábado, 23 de dezembro de 2017

25 semanas

Hoje completamos 25 semaninhas.
Com 23 semanas e 5 dias tivemos consulta e espreitamos os dois gordinhos que estavam sentadinhos e virados um para o outro 😍 Devem estar a conversar 😊
Nesse dia, a menina pesava 628g e o menino 607g. Uns gordinhos lindos que estão a crescer e a desenvolver muito bem 💖💙 É maravilhoso ver os meus meninos e saber que eles estão bem!  Estou cada vez mais orgulhosa da minha barriga e adoro exibi-la! 😍❤️

Sintomas:
- Muita azia
- Dor nas costas
- Mamocas doridas