Mostrar mensagens com a etiqueta CTG. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CTG. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de março de 2018

Habemus Data

Hoje tivemos consulta e já marcamos a data do grande dia.
“Vou-lhe fazer uma proposta.”, disse a médica a sorrir. Ai que bem que aquilo soou aos meus ouvidos! Seria já na próxima segunda-feira? Ou terça?
“Vou aqui antecipar uns diazinhos...”, disse enquanto piscava o olho, “que tal dia 20?”
20? 20????? O sorriso palerma que tinha estampado na cara logo se transformou numa expressão de filme de terror.
“Dia 20? Mas ainda falta tanto! Tínhamos combinado às 37 semanas certas.”, respondi desiludida.
“Pois mas 37 é um sábado. Ohh no sábado é fim-de-semana.”. A Dra. F não queria abdicar do seu fim-de-semana, com todo o direito.
“Pronto, então na sexta-feira antes!”, sugeri entusiasmada.
“Hmmm não. Aí ainda não completa as 37, não queria nada marcar antes disso.”
“Mas eu vou explodir até lá!!! Não aguento mais!” 😰
Ela riu-se com o meu desespero e acrescentou:
“Eu sei que custa. Acredite que a entendo e sei que não é fácil mas para mim é complicado estar a marcar um parto prematuro quando está tudo bem. Eu também tenho que pensar no outro lado, quero que os bebés venham bem. Depois se algo corre mal a responsabilidade é minha. Claro que se entretanto tiver uma rutura de membranas e entrar em trabalho de parto pronto, tudo bem. Aí já lavo as minhas mãos. Mas marcar propositadamente é complicado.”
Apesar de querer desesperadamente que nasçam, sei que a Dra. F está a ser correta e a fazer o que é certo. Mas... a sério, juro que rebento as costuras até lá!

Fiz o teste do cotonete, toque e eco.
Colo mole mas fechado com 17mm.
“Ohh que pena. Podia estar ainda mais curto ou com alguma dilatação”, lamentei.
A Dra. F ria-se com o que eu dizia. “Queria que eu lhe dissesse que já tinha que ficar cá, não é?” 😄
Sim. Era isso mesmo.

Os meus pirralhinhos não facilitaram a vida à Dra. F e por isso foi muito difícil conseguir medi-los. Estavam 4 pernas juntas e já mal se conseguia perceber a quem pertenciam. Assim por alto estima-se que tenham cerca de 2.5 kg cada um.

No fim da consulta fiz o CTG e tudo ok. 👌

Portanto, dia 20 é o dia. Faltam 12 dias. Estamos em contagem decrescente!

sábado, 3 de março de 2018

35 semanas

Mais uma semana passou 💪
E eu, já nem ando, arrasto-me. Parece que a cada dia que passa a minha barriga aumenta 1 cm. Estou gigante! A minha barriga está ENORME! Pesada! Isto de carregar dois bebés não é o mesmo que carregar um. Não podemos fazer contas só ao peso dos bebés. Lembrem-se que tenho duas placentas e dois sacos aminóticos. Só nisso, falamos de mais 2 kg relativamente a uma grávida normal.
Quinta-feira foi dia de fazer um traçado CTG no hospital. A enfermeira ao ver ao meu ar de Socorro! Quando é que isto acaba, disse “ohhh tenha calma. É só mais um bocadinho. Eles estão tão bem aí. Aproveite para namorar com o marido, fazer passeios a dois, jantar fora... Tem ar de quem gosta de sushi. Se for imune à toxoplasmose vá comer um bom sushi.”
A enfermeira era uma querida mas... não me interpretem mal por favor, apeteceu-me bater-lhe naquele momento. Estava irritada por estar tão cansada. A intenção dela foi a melhor mas quando me sugeriu passear e namorar com o marido só aumentou a minha frustração! Como é suposto eu fazer isso? Dói-me tudo! Só de arrastar estes pés de elefante até ao wc fico cansada. E por acaso até sou imune à toxoplasmose mas o que é que isso tem a ver com sushi? Achei que a toxoplasmose afetava os alimentos que vêm da terra, não os do mar. 🤔 Só se for por causa dos legumes... de qualquer maneira o peixe cru pode causar-nos intoxicações alimentares que prejudicam os bebés. Sim, adoro sushi! 🤤 Mas logo no início da gravidez a Dra. F disse “Nem pensar!”. Então há muito que combinei com o marido que quando sair da maternidade ele vai buscar sushi para eu me desforrar! E muito sashimi 😋
No final fomos mostrar o resultado do CTG à Dra. F. Tudo ok. Algumas contrações e batimentos cardíacos normais. Ela compreendeu o meu cansaço e disse com ar de compreensão “Eu sei que custa. Agora não é fácil. Mas não posso marcar a cesariana quando eles estão aí tão bem. Só lá para as 37 semaninhas. A não ser que eles queiram vir antes.”
Por favor bebés, queiram vir antes 🙏


Sintomas:
- Azia / refluxo
- Dores de cabeça
- Dores nas costas
- Dores nas ancas
- Dores nas virilhas
- Dores de estômago
- Dores na barriga
- Retenção de líquidos
- Edema nos pés e pernas
- Contrações
- Falta de ar
- Ardor e prurido na barriga

sábado, 24 de fevereiro de 2018

34 semanas

❤️ 34 Semanas ❤️

Meta atingida 🙏
Ontem foi dia de consulta com a Dra. F. Os bebés estão muito bem, já pesam mais que 2 kg e mexem muito. 😍 Ela pesa 2,222 kg, ele não sabemos ao certo porque estava numa posição muito difícil e ainda por cima não parava de mexer as perninhas. A Dra. F não conseguiu medir o fémur mas pelas medidas do abdómen e da cabeça sabemos que também está com mais de 2 kg.
O colo do útero diminuiu um bocadinho mais, está com 17mm. Já imaginava que podesse estar mais curto porque continuo com muitas contrações, embora sem dor.
A Dra. F disse para continuar a repousar e marcou CTG para dia 1 de Março. Disse que o ideal era chegar às 37 semanas e uns dias.
SAY WHAT?!?!
Ela até se riu ao ver o desespero estampado na minha cara!
“Vá, pelo menos mais 2 semaninhas.”
Eu até não me importava de ir até às 38 semanas... se a minha barriga não estivesse toda a arder! Parece que tenho a pele e a carne em brasa! Parece que o útero está a crescer mas a barriga não consegue crescer mais. E por causa disso não consigo andar normal, com as costas direitas. Ando um bocado corcunda e a segurar a barriga como se ela fosse cair a qualquer momento. É que se endireitar as costas sinto mesmo que a barriga se vai rasgar. Não sei se isto é normal ou não.
Mas o mais importante é que o perigo já passou. Agora que atingimos as 34 semanas e que os bebés passaram os 2 kg estou muito mais aliviada!
Vamos ver quanto tempo mais tenho que esperar para conhecer as minhas miniaturazinhas 🤗

Sintomas:
- Azia
- Dor nas costas
- Dor na barriga
- Dor nas pernas
- Algumas dores de cabeça
- Contrações
- Falta de ar




terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Susto

E que grande susto!
Domingo, dia 11, deixei de sentir os bebés. Senti pequenos e leves movimentos por volta das 14 horas e nunca mais os senti. Abanei a barriga, fiz festas, massagei, pus música alta e nada. Simplesmente não reagiam a estímulo nenhum. Como devem imaginar comecei a fazer um filme de terror! Por volta das 20 horas liguei para o número das enfermeiras parteiras do hospital onde sou acompanhada, que está disponível 24 horas por dia. Contei o que estava a acontecer e aconselharam-me a ir à urgência. Mas como estava apenas de 32 semanas alertaram para o facto de, caso os bebés tivessem que nascer não poderiam nascer lá que é privado, onde só fazem partos a partir das 34 semanas. E por isso teriam que reencaminhar-nos para o hospital público. Obviamente que seria muito bem recebida lá mas teria que estar preparada para isso, ou então dirigirmo-nos já a um hospital público.

Acabamos por ir à urgência do hospital público da nossa área de residência, do qual não tenho boas recordações. Ía assustada, sem saber que raio de notícias iria receber.
Fui atendida rápido e quando expliquei o que me levou ali, puseram-me logo a fazer CTG - cardiotocografia - para avaliar os batimentos cardíacos dos bebés. Assim que me puseram aquelas coisas na barriga só se ouvia ruídos estranhos. A enfermeira de serviço que pouco ou nada falava, a não ser para suspirar de impaciência e resmungar entredentes sobre o trabalho que tinha, lá mexeu até que apanhou os batimentos.
"Há batimentos cardíacos??" - perguntei ansiosamente. Estão vivos!
"Batimentos há... O resto é outra história." - respondeu num tom seco e pouco esclarecedor. Quê?? Que significa esta resposta? 😰

Fiquei ali deitada cerca de 30 minutos, numa marquesa dura, muito desconfortável, de barriga para cima, sem o apoio de uma almofada. Não sei se estão a imaginar... Mas estar de barriga para cima com uma barriga gigante, sem qualquer apoio é tipo... uma tortura! Sentia que o peso da barriga me estava a esmagar os órgãos. Era difícil respirar, estava a ficar sem ar e sentia uma pressão estranha na cabeça de quem estava com pouco oxigénio. Ainda me queixei mas não me adiantou nada.
"Oh querida tem que aguentar!", respondeu a enfermeira.
Entretanto chegaram os médicos que estavam de serviço, muito simpáticos e salvaram-me. Disseram-me Boa Noite e tudo, vejam lá! Perguntaram como estava e se já tinha sentido os bebés. Respondi que não. Levaram-me então para outra sala para fazer ecografia.
Lá estavam os meus pequeninos sentadinhos no monitor, com os coraçõezinhos a bater normalmente mas nada de movimentos.
Mandaram-me novamente para o CTG mas desta vez iam também administrar um soro glicosado para ver se os estimulávamos. Lá voltei para a marquesa da tortura mais 30 minutos. Nada de movimentos 😞 Nem o soro glicosado os fez mexer.
Vieram novamente os médicos e levaram-me para fazer outra eco. Eram três caras sérias com testa franzida a olhar para o monitor. De vez em quando murmuravam entre si.
"Bom, mamã é o seguinte: Os batimentos cardíacos estão bem mas realmente eles estão demasiado quietinhos. E não os queremos assim. Queremos vê-los ativos! Sugerimos que fique cá internada e que fique no bloco de partos, na sala de expectantes, onde será monitorizada 24 horas sob 24 horas, para ver o que acontece. Há partida está tudo bem mas temos que ser prudentes e vigiar. Caso verifiquemos que algo não corre como o esperado, poderemos ter que intervir mais cedo.", explicou o Dr. de cabelo selvagem. Ou seja, iria ficar internada para vigiar os batimentos cardíacos e outros sinais vitais. À mínima alteração destes parâmetros, faríamos cesariana de urgência.

Tentamos preparar tudo antecipadamente para o caso destas coisas aconteceram. Mas é inevitável criarmos alguma expectativa sobre o grande dia. E digo-vos, não há como estarmos preparadas para isto. Apesar de saber há muito que esta possibilidade existia, não estava preparada para um parto tão prematuro, nem para ter os bebés naquele hospital, nem sei lá mais o quê. Muitas de vocês devem estar a pensar “Minha cara, estás à espera do quê?? Bem-vinda à realidade! Isto é mesmo assim!”
Sim, eu sei que estas coisas são assim, que muita coisa pode acontecer e não há como controlar. Mas sim, fiquei assustada com tudo. Primeiro, com a possibilidade de os bebés terem perdido a vitalidade. Depois, com a possibilidade de não estarem bem e nascerem com algum problema, seja por estarem em sofrimento ou por terem que nascer muito cedo (com 32 semanas ainda são considerados grandes prematuros).

Mandaram-me então despir numa salinha e vestir aquelas batinhas do hospital e a seguir fui para a tal sala/quarto para estar ligada ao CTG durante toda a noite. Até que não fiquei nada desconfortável. Assim que apanharam os batimentos cardíacos de ambos, deixaram-me ficar virada de lado para estar mais confortável e até me arranjaram uma almofada extra para apoiar as costas.

Enquanto isso, o marido foi a casa buscar as malas. Pedi-lhe para acrescentar algumas coisas que neste hospital pedem, que no outro não pedem, como por exemplo, toalhas para mim e para os bebés, produtos de higiene para eles, etc. Pedi-lhe para ter calma e para não stressar. Expliquei direitinho onde estavam as coisas e como fazer. Mas sabem como são os homens... Felizmente a minha mãe foi dar uma ajudinha ^_^

Tentei descansar e dormir um bocadinho mas foi difícil. Estava a imaginar o que se poderia passar a seguir... Fazer uma cesariana de urgência, ver os meus bebés muito pequeninos e frágeis cheios de fios e tubos numa encubadora...
As horas foram passando. De vez em quando vinham mudar aqueles aparelhinhos de sítio e diziam que estava tudo bem.
Por volta das 8h da manhã, algumas enfermeiras vieram despedir-se e desejar boa sorte. Toda a equipa foi muito simpática e atenciosa.
Pouco depois de ter iniciado o novo turno, trouxeram-me o pequeno-almoço e disseram que me iam passar para a enfermaria. Foram excelentes notícias! Com a fome que eu tinha, aquele simples café com leite e aquelas bolachinhas pareceram o melhor pequeno-almoço da minha vida! Soube tão bem que até os meus bebés se mexeram :D pouquinho mas mexeram! O pequeno-almoço também significava que já tinham excluído a hipótese de uma cesariana de urgência.

Também por volta das 9h o marido ligou à Dra. F. para lhe contar o que aconteceu. Ela tranquilizou-nos e explicou que era normal isto acontecer após as injeções de corticoides (a tal betametazona para a maturação pulmonar) e que Domingo era precisamente o pior dia. Que a partir de agora, aos poucos eles iriam voltar a arrebitar. Pediu para termos calma e acrescentou que acreditava mesmo que seria ela a fazer-nos o parto.

Já na enfermaria, 3 médicas fizeram-me nova eco. Lá estavam os meus pequeninos sentadinhos na barriga da mãe, viradinhos um para o outro. E mexiam os bracinhos 😍
Explicaram-me, tal como a Dra. F, que aquela diminuição acentuada de movimentos podia ser explicada pelas injeções de corticoides que pelos vistos os deixa muito relaxados mas que agora iam começar a arrebitar. Tudo o resto estava muito bem. Batimentos cardíacos, fluxo do cordão umbilical, líquido amniótico tudo ok. Assim sendo, deram-me alta. Nem queria acreditar! Que alívio tão grande!

Como tivemos alta por volta das 14 horas, ainda fomos a tempo da ecografia que tínhamos marcada com a Dra. D. Foi a nossa quarta ecografia. Normalmente são 3 mas no caso de gravidez gemelar faz-se mais.
Mais uma vez tudo ok 😃 O colo do útero estava com 22mm e continua bem fechadinho, o que é um bom sinal.

Agora, no conforto da minha casa, voltei a respirar de alívio. Os meus bebés já se vão mexendo :)
Felizmente não passou de um grande susto e estamos bem :)